quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

O Retorno...

E lá se foi um pouco mais de um ano, desde a última postagem aqui.
Foram tantas coisas inesperadas que me pegaram absurdamente despreparada que nem sei bem por onde começar á não ser pela dor.
Já ouvi várias vezes em que preciso me recordar das coisas boas e não das más,pior não sei se é de mim, do signo ou da teimosia, achar desculpas nem convém, mas é as más que me perturbam consomem e manipulam, deixando para trás os bons momentos.

Vou deixar alguns relatos que escrevi...

~ em 3 de março de 2015. o cansaço tomou conta do meu ser, e isso não condiz com o que gostaria de sentir.
Pois quero e preciso de forças.
Este é um momento difícil,que apenas começou...
Sempre soube que em algum momento da trilha eu iria suplicar aos céus por calma.
Pois ver as 2 pessoas que lhe deram a vida adoecer juntos,doi.
E se torna desesperador a cada dia que sua luta parece ser em vão.
Mas quero crer que não é!
Nem por um instante reclamo, apenas sinto muito não poder ser e fazer mais do que estou a fazer.
E agora que vejo quem realmente está ao meu lado, quem veio e me estendeu a mão, me ajudou e orientou..
Quem limpou minhas lagrimas, eu mesma.
E apenas eu posso vivenciar este momento.

(este é apenas um registro da importância de se estar vivo)


~em 6 de março de 2015.
Juntos...

Pai e filha,e hoje não seria diferente ao ouvir o resultado.
Doença tal essa que tem uma fama não menos cruel,mais muito mais impactante que as demais.
Ficamos de mãos dadas durante todo o caminho de volta, nossos olhares se cruzavam como se estivessem preenchendo o universo e o silencio falou por todas as palavras do mundo.
Tranquei minhas lágrimas para não deixa-lo ainda mais triste, mais não coube tudo dentro de mim e uma escorreu em câmera lenta, pois pude senti-la a cada movimento,e ele calmamente disse,limpa o rosto Ana.Eis que limpei,respirei fundo e sorri e ele me sorriu de volta e nesse momento eu senti que gratidão vibrou entre nós e o amor me dará forças para continuar ao lado dele.

(relatos de uma pessoa que simplesmente ama)

É em momentos difíceis que conhecemos as pessoas,até mesmo aquelas que estão longe.
Pois a distância não limita palavras de carinho e afeto.

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