Sinto uma tristeza tão profunda que minhas dores deixam de ter importância, porque minha alma sangra gotas de melancolia.
Cada dia pra mim tem sido intenso, bom ou ruim só estou sobrevivendo.
A dor e a tristeza tem sugado tudo de bom que existe em mim.
Pulei do abismo e mergulhei no submundo da minha alma.Prefiro estar só, assim me sinto a cada amanhecer.Como se o mundo fosse dividido, Ana e os outros.
A Ana vive lamentando, se sustenta em uma esperança imensa que não lhe satisfaz, não tem vontade de parar pra descansar mesmo sem animo pra lutar,porque a dor tende a aumentar.
Ficar inerte traz á superfície da alma novas e velhas lágrimas e lembranças,não governa a sí mesma. Como água parada no mesmo lugar, acumula sujeiras.
Contemplar os segundos de paz.
Esse tem sido um dos meus desafios diários.Pois raros são estes momentos, em que minha alma não sufoca meu coração com tristes lembranças.
Sentada ao lado do leito que á espera retornar da cirurgia fiquei, com a esperança em mãos de que tudo fique bem logo.
Fui derrotada por mim mesmo, pelas dores,lagrimas e tristezas.
Tanto vivi e talvez viverei, temo e lamento pela paz perdida que jamais encontrarei.
A morte tem sido minha companheira de estrada, muitos podem dizer que sou louca ou até complexa,o que não duvido ser.
Só sei dizer sobre o que sinto, me julguem,critiquem, atirem o que quiser, só quem vivência a experiencia sabe de suas consequências.
Vi pessoas morrer,animais e sonhos.
E é isso que ainda me faz viva.
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